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Castelo de castro laboreiro


 

 O castelo de castro laboreiro fica em castro laboreiro Melgaço VIANA DO CASTELO |
42° 01.365' N 8° 09.488' O

Só no topo do Castelo, lá em cima, podemos compreender o excepcional valor de Castro Laboreiro como refúgio. Na Idade Média o local tinha condições adequadas aos conceitos de defesa medieval, baseada em tiro frontal e mergulhante.
Castro Laboreiro chegou ao século XVI com um sistema defensivo que tirava forte partido da localização. Era uma excelente base de defesa natural. O domínio sobre a envolvente era muito acentuado, mas como quartel tinha um acesso difícil.
Teimou em manter o seu interesse militar. O local funcionava no mínimo como refúgio das populações. O recinto quase nem precisava de existir para se impor como um lugar de segurança máxima. Basta ir ao local. Lá em cima estamos no céu, onde dizem que há paz e amor entre os homens. Deve ser por isso que dá vontade de lá permanecer, apesar de o castelo ter sido em parte desmontado. 
Os Acontecimentos
Tem-se registo da existência de Castro Laboreiro desde o século IX, quando D. Afonso III das Astúrias, dá povoação de Castro Laboreiro e Castro ao Conde D. Hermenegildo, avô de São Rosendo, por este ter vencido Witiza. Em 1144 é conquistado por D. Afonso Henriques, que promove o seu restauro, completado já com D. Sancho I. Em 1290 é reconstruído por D. Dinis. O seu sistema defensivo chegou em razoável estado de conservação ao século XVI e, apesar da sua desadequação, mantém o seu interesse militar ao longo do século XVII, altura que se fazem levantamentos no castelo, com vista à sua conservação.
Foi em parte desmontado, talvez reutilizado na aldeia de Castro Laboreiro. 
O Desenho
Olhando os desenhos de Duarte d’Armas, de 1509, é possível verificar que Castro Laboreiro mantém a forma geral de fortificação e a antiga localização da torre de menagem. Esta é posterior à fortificação inicial, e foi construída talvez no século XIII para reforçar o sistema defensivo. Funcionava como último reduto e local de residência, embora as condições fossem bastantes primitivas, em relação aos dias de hoje. Deve ter sido demolida no século XVIII, quando o castelo foi adaptado à artilharia.
Podemos observar dois núcleos: a norte, em plano mais elevado, um recinto integrado pela torre de menagem no centro da praça de armas e pela cisterna, rasgando-se nas muralhas a Porta do Sol e Porta da Traição ou Porta do Sapo; a sul, em plano inferior, um recinto secundário, delimitado por um pano de muralhas, cuja função primitiva era a de recolher gado e bens em caso de ameaça. 
Traços de Identidade
Monumento Nacional
Decreto nº 33 587, Diário do Governo n.º 63 de 27 Março 1944

“ O Castelo está num sítio de monte tão escabroso, distante da raia uma légua para o interior da província, que não merece o trabalho de ser atacado em tempo de guerra pelo inimigo”. Como foi possível ao castelo atravessar a História sem ter sido abandonado? Só a força da Natureza justifica a utilidade militar que o mantinha vivo. Ainda hoje há um mito sobre o local. Naquelas paragens fala-se dele como se fosse habitado pela força que o gerou.
Cronologia do Monumento
Ainda antes da consolidação da nacionalidade, Afonso III de Castela, dá a povoação de Castro Laboreiro e Castro ao Conde D. Hermenegildo, avô de São Rosendo, por este ter vencido Witiza que se havia revoltado;
Durante o domínio do conde galego, o Castro foi adaptado a castelo, caindo depois em poder das forças islâmicas;
1144 - D. Afonso Henriques conquista o castelo de Castro Laboreiro, restaurando-o e, 1145; 
Século XII - segundo inscrição, D. Sancho I completou a obra de reconstrução do castelo;
1212 - arrasado durante a invasão Leonesa;
1290 - reconstruído por D. Dinis; os Gomes de Abreu, de Merufe,  tiveram durante muitos anos a alcaidaria de Laboreiro, que
andava junta com a de Melgaço;
1375 - D. Fernando deu a alcaidaria a Estevão Anes Marinho;
Século XIV - depois da conquista de Melgaço, D. João I usou Castro Laboreiro para deter as várias incursões castelhanas vindas da Galiza; 
1666 - Baltazar Pantoja tomou o castelo de supresa depois de 4 horas de luta; deixou como Governador D. Pedro Esteves Ricarte, que se rendeu ao 3º Conde de Prado, D. Francisco de Sousa;
1671 - o rei, ao contrário do parecer de Michel Lescole, decide conservar o castelo de Castro Laboreiro;
1715 - depois de estabelecida a paz, ficou desguarnecido;
1766 / 1778 - o Conde de Bobadela, Governador das Armas da Província, ali mandou recolher 400 homens e mulheres que se negaram a apresentar seus filhos recenseados para o serviço militar;
1746 / 1779 - foi Governador da vila de Castro
1801 - ocupado por tropas e defendido com 4 peças