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No Alto Minho, no concelho de Melgaço, na sua freguesia mais extensa, a de Castro Laboreiro, para além da Vila, da qual teremos ocasião de falar, existem várias aldeias que recebem o nome de «brandas» (lugares mais altos) ou «inverneiras» (os mais baixos). Uma dessas aldeias, das incluídas nas inverneiras, é Ribeiro de Baixo, que obviamente é muito desconhecida pela grande maioria dos portugueses. A maior parte das pessoas relacionam Melgaço com o rio Minho, mas isso é verdade só em parte. Na realidade, a maior parte desta freguesia que faz parte, aliás, do Parque Nacional da Peneda-Gerês, está inserida do ponto de vista hidrográfico, na bacia do Lima, tendo como rio principal o Laboreiro, que desagua na barragem do Alto Lindoso (e portanto no Lima) e que se converte em rio fronteiriço após passar as aldeias da Ameijoeira e Mareco.
A freguesia está cheia de estradas rurais, uma das quais parte da própria Vila e que conduz até a inverneira de Ribeiro de Baixo, a última aldeia e a mais isolada de todos, além de ser a que está situada a uma altitude mais baixa (540 m. a beira-rio) em contraste com a elevada altitude das brandas ou aldeias de planalto que ultrapassam os 1 000 m. A estrada é na realidade um beco sem saída porque constitui o único elo de ligação com o resto do território e do mundo, por assim dizer. A aldeia fica encaixada no fundo do vale, existindo dois «bairros», um que fica na parte alta da mesma, entre os 600 e os 700 m. de altitude e outro que fica perto do rio, a uns 550 m. Daí que parte da produção agrária deva fazer-se em terrenos muito elevados em encostas íngremes, pelo que o cultivo da videira, por exemplo, que se dá nestas terras mais ensolaradas e menos expostas aos nevões do planalto, seja feito em socalcos.
A aldeia propriamente dita não oferece elementos distintivos do que qualquer outra aldeia minhota. Há influências serranas nas casas tradicionais pelo uso da pedra de granito, existem alguns espigueiros e há uma grande importância da pecuária, designadamente de vacas e cabras. Para além de algumas casas típicas de emigrantes, a aldeia quase não apresenta grandes mudanças no casario tradicional a não ser o facto de estar pavimentada e as comodidades modernas como a luz, a água, etc.